O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2018 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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15 dezembro 2017

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon com 04 páginas a conferir aqui.

14 dezembro 2017

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [4]

Número inaugural aqui, número anterior aqui. Entre Junho de 2002 e Maio de 2003 sete leões provocaram pânico generalizado no distrito de Muidumbe, província de Cabo Delgado, com uma população na altura de cerca de 63 mil pessoas. Comeram 46 pessoas e feriram outras seis.

13 dezembro 2017

A busca

Com a alma ajoelhada no altar da esperança, as pessoas buscam, cada vez mais, um deus pessoalizado e permanente, um amparo contra a injustiça, a violência, a guerra, o sofrimento e a morte.

12 dezembro 2017

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [3]

Número inaugural aqui, número anterior aqui. Após a sugestão de definição do que é rumor ou boato feita no número anterior, proponho-vos que acompanhemos a história do primeiro rumor, o rumor dos leões mágicos de Muidumbe. Uma história trágica, como teremos ocasião de verificar, ocorrida entre Junho de 2002 e Maio de 2003.

Um relatório preocupante

Confira aqui.

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon com 05 páginas a conferir aqui.

11 dezembro 2017

Descolonização foi obra dos colonizados

"[...] os africanos se opuseram “desde o início”, a partir de finais do século XIX, à instalação das estruturas coloniais, e serão eles a desencadear “a sua dinâmica anti-colonizadora”, ou de descolonização, depois completada pelo desmontar de toda a estrutura colonial. [O processo da descolonização é este, no qual o colonizador só participa depois de reconhecer o direito dos povos à independência. Até aí, a potência colonial procura opor-se e contrariar o processo de descolonização” - general português reformado Pedro de Pezarat Correia, 85 anos, autor de um livro com mais de 800 páginas a ser lançado hoje em Lisboa, confira aqui.

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1248 de 08/12/2017, aqui.

10 dezembro 2017

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [2]

Número inaugural aqui. O que se deve entender por rumor ou boato? Rumor ou boato é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6)

09 dezembro 2017

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1248, de 08/12/2017, disponível na íntegra com 31 páginas aqui.

08 dezembro 2017

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [1]

Esta é uma série na qual procurarei mostrar e analisar certos tipos de rumores que têm ocorrido no país, com base em textos que fui escrevendo e publicado ao longo dos últimos 10 anos e em intervenções que fiz na Assembleia da República em Novembro de 2015 e na Associação de Psicologia de Moçambique em Outubro deste ano.

07 dezembro 2017

Normar o corpo

Normar o corpo é bem mais do que discipliná-lo tecnicamente, bem mais do que adestrá-lo pedagogicamente. Na verdade, o corpo é sempre a coluna vertebral de uma coisa mais profunda e tentacular: a normalização política.

06 dezembro 2017

Sobre dominação [4]

Número inaugural aqui, número anterior aqui. Observei no número anterior que na alma de cada palavra-sapato habita uma inquilina da qual regra geral não temos consciência. Que vemos sem ver ou que, vista, tomamos pela coisa mais natural da vida. E acrescento agora, finalizando esta curta série: assim, o problema não é problema para quase todos nós. Mas esse é o real problema. O problema de não ser problema sendo-o sem problemas. Mas como se chama, afinal, essa inquilina? Chama-se dominação.

05 dezembro 2017

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon com 06 páginas a conferir aqui.

Preocupante

Extraído com a devida vénia da versão física do jornal "Notícias" de 04/12/2017, página 5, secção "Sociedade". [amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato]

04 dezembro 2017

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1247 de 01/12/2017, aqui.

03 dezembro 2017

Uma página de ironia no Faísca do Niassa

Existe no Faísca [jornal editado em Lichinga, capital provincial do Niassa] uma página de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "Kucela" [em Yaawokucela significa amanhecer]. Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Jornal na íntegra aqui. [amplie a imagem abaixo clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato].

Sobre o novo governo do Zimbabwe

Segundo o matutino Notícias, "oficiais militares dominam o novo governo de 22 membros do Zimbabwe". Aqui.
Observação: a presença de generais no novo governo diz bem do papel determinante por eles jogado no golpe de Estado palaciano e na reorientação dos mecanismos de acumulação e gestão de recursos de poder, reorientação que afastou da partilha o grupo dirigido por Grace Mugabe.

02 dezembro 2017

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1247, de 01/12/2017, disponível na íntegra com 39 páginas aqui.

Eleições autárquicas 2018

Um prisma sobre eleições autárquicas 2018 em Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon com 11 páginas a conferir aqui.

01 dezembro 2017

É ordem

Saía do supermercado com o carrinho transportando as compras em direção ao carro quando um zelador se aproximou e disse:
-Não pode levar carrinho pequeno, só grande.
-Por que não posso levar o carrinho pequeno?
-É ordem.
-Ordem de quem?
-Ordem do patrão.
-Mas por quê?
-É ordem.
E assim se fazem as coisas na vida, ordem é ordem, patrão é patrão como diria um dos nossos músicos.

30 novembro 2017

Esta madrugada na Matola

Notícia em epígrafe extraída do matutino Notícias de hoje, secção "Capital".

Sobre dominação [3]

Número inaugural aqui, número anterior aqui. Todavia, na alma de cada palavra-sapato habita uma inquilina da qual regra geral não temos consciência. Que vemos sem ver ou que, vista, tomamos pela coisa mais natural da vida.

29 novembro 2017

Uma conferência

Prémio Escolar Editora + seis novos livros + 39.º livro

1-Entreguei à Escolar Editora, corrigidas, as primeiras provas editoriais do livro correspondente ao primeiro lugar do Prémio Escolar Editora de Ciências Sociais edição 2016, da autoria de Zacarias Tsambe.
2-Deverão estar brevemente editados, talvez ainda este ano, mais seis livros da Coleção Cadernos de Ciências Sociais, designadamente:
-O que são rituais funerários?
-O que é verdade?
-O que é terrorismo?
-O que é e para que serve o Estado?
-O que é colonialismo?
-O que diferencia ciência da magia?
3-O 39.º livro da coleção citada chamar-se-á "Como será a sociedade do futuro?" e tem co-autoria de Lurdes Macedo (Portugal), Cleide Calgaro (Brasil) e Baptista Coelho (Portugal), fotos abaixo. A entrega à editora está aprazada para 2 de Fevereiro de 2018.

28 novembro 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [45]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
-"[…] os diversos estudos que têm sido feitos sobre o assunto, envolvendo entidades públicas e privadas como o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE), revelam que os menores, sobretudo os da 1ª a 3ª classe, revelam baixa qualidade de apreensão das matérias. [Sobre este assunto, a ministra do pelouro, Conceita Sortane, disse que os materiais didácticos estão disponíveis e os professores nas salas de aula para ensinar as crianças, não se percebendo o que pode estar a concorrer para os baixos índices de aprendizagem." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Escrevi no número anterior que uma real avaliação da qualidade do ensino no país passa por uma pesquisa de natureza estrutural e histórica com base em múltiplos factores que não deve abstrair dos estatutos e das relações sociais referidos. Um desses factores é, justamente, a assiduidade. Não parece sensato defender que professores e alunos faltam porque, globalmente, querem, porque são faltosos por natureza. Urge, então, saber por que razão ou por que razões a falta de assiduidade ocorre, onde, quando e com que tipo de pessoas. [foto reproduzida com a devida vénia daqui]

27 novembro 2017

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1246 de 24/11/2017, aqui.
Nota: a numeração saiu gralhada, devia ser 555.